sábado, 14 de junho de 2008

surreal
para Frô


por que não velas as valas
e te esqueces das senzalas
- quereres nus sem mortalha -
onde enclausuram teus dias?
por que pavores recrias
se a manhã apascenta
teus passos e as nostalgias
esparramados no tempo?
por que sonhares distintos
se o teu é o que pressinto
no peito guardado há muito
- cheiro acre de absinto!
por que paixão sem pesares
se no recôndito dos mares
sofre a alma peregrina
ante o mundo por se ver?
por que se guardam poesias
voláteis dentro do nada
e o emasculado desejo
de ser um dia feliz
se breve a vida se escoa
pelo chafariz profundo
e leva os porquês consigo?

Um comentário:

Bill Stein disse...

Muito realizado... Parabéns.

http://desabafos-solitarios.blogspot.com/