quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A Dama do Metrô

Caros e queridos amigos. Um abraço a todos. Estou muito contente com tudo isso. Queria colocar aqui uma série de textos que denominei A Dama do Metrô. Se não gostarem, por favor, digam que não colocarei. Um abraço para todos.
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A Dama do Metrô.

Não estava atrasada. Tinha de vantagem umas duas horas mais ou menos, porém não podia fazer corpo mole, não podia ficar esperando um metrô vazio, o primeiro que viesse teria que tomar.
A plataforma como sempre estava cheia. Não teve dificuldade para entrar. Ficou prensada entre uma moça e um homem grande, barrigudo na sua frente que a olhou maliciosamente. Não deu pelota para ele.
Na Sé conseguiu pegar um vazio. Ao seu lado estava um rapaz, de terno e gravata, feições atraentes, e o que mais chamou sua atenção foi os lábios, vermelho, parecendo batom. Contraiu os músculos num pequeno sorrir ao pensar maliciosamente. “Será que lá é tão vermelho assim como é os seus lábios?”
Nisso, sem que percebesse, ficaram um de frente para outro. Não tinha como mudar de posição. Sentiu uma forte atração pelo rapaz. Aproveitando o balanço do trem, se aproximou mais, quase sentia a respiração quente. Controlou-se juntando sua audácia na palma da mão fechada, pois ela já estava roçando a braguilha da calça azul marinho bem passada. Uma quentura subiu por sua espinha. Não queria se enfiar numa aventura, já tivera muita nessas mesmas condições. Entre suas amigas ganhara até um apelido por causa disso: A Dama Do Metrô. Olhou mais uma vez nos olhos azuis do rapaz, e mentalmente jogou um beijo e desceu na próxima estação.

21.09.06
pastorelli

2 comentários:

maria fro disse...

Bem-vindo, Osvaldo!
Sobre a dama do metrô trata-se de uma série?
Conte um pouquinho a história desses textos para nós.
Abraços
Frô

hfm disse...

Osvaldo que bom (re)vê-lo aqui.
Continua esperando as "andanças" desta Dama do Metrô. Um abraço